Otoplastia

A orelha em abano ou proeminente, causada pela hipertrofia da concha ou pelo apagamento da anti hélix (dobra interna da orelha), é uma característica genética que atinge cerca de 5% da população branca do mundo. A cirurgia para corrigir esta imperfeição pode ser realizada em crianças a partir de seis anos de idade, quando a orelha já está quase totalmente formada. A recomendação deste procedimento é para a correção das alterações estéticas, o que ajuda a evitar traumas psicológicos e insegurança emocional devido ao problema.

A otoplastia, além de corrigir a orelha de abano, reconstrói orelhas lesionadas, mal desenvolvidas e corrige o lóbulo da orelha danificado por pesados brincos ou envelhecimento.

A decisão de realizar uma otoplastia em criança deve levar em conta a vontade dela e o grau de sofrimento causado pelo aspecto das orelhas – a queixa dos pais, isoladamente, não é suficiente para a indicação do tratamento. A cirurgia na idade adulta também é bastante comum.

A otoplastia é realizada através de um corte interno na pele atrás da orelha em uma cirurgia com duração de cerca de uma hora e meia. A pele é descolada da cartilagem, tratada e fixada na nova posição. Muitas vezes, o cirurgião usa pontos internos absorvíveis que não precisam ser removidos e, quando não, normalmente são retirados entre uma a duas semanas após o procedimento. A anestesia em crianças é geral, mas, em adultos, pode ser local.

No pós-operatório, o paciente fica com um curativo, gaze e atadura nos primeiros dias e o resultado da operação já fica quase que totalmente visível assim que se retira o curativo. Deve-se fazer repouso absoluto por dois a três dias. O resultado final só é perceptível após três meses. As cicatrizes ficam escondidas atrás do sulco da orelha, podendo ocorrer uma leve assimetria, comum também entre pessoas com orelhas normais.